O filme, a principio, tem um cuidado estético-fotográfico razoável e a interpretação de Audrey Tautou (a eterna Amelie Poulain) cresce com a personagem de acordo com o desenrolar temporal do filme. Entretanto o roteiro se baseia somente na vida amorosa da Coco, revelando-se mais um filminho de devaneios amorosos ‘água e sal’, completamente sem clímax, tudo a um tom de conformismo e aceitação que não condiz com a realidade francesa do momento, nem com a alma contestadora e inovadora de Chanel. Suas criações estilísticas apareceram como um mero coadjuvante, sendo que elas foram as responsáveis por tornar a Coco a pessoa renomada que foi.
Creio que a intenção foi contar o lado mais íntimo de Coco, sem se ater muito a sua carreira, entretanto a produção mostrou-se fria e simplória. Uma grande história que foi coberta por um glacê comercial barato. Enfim, expectativas frustradas, tanto pela história que não foi contada sobre a grande estilista que Coco Chanel foi, quanto pela obra como produção cinematográfica; mas assistam e tirem suas próprias conclusões.